(...)levantou maior. João percebeu o quão exponencial era esse fogo de antíteses lôcas que sempre estavam ao seu redor. E ele não conseguia mais ficar longe da madrugada, das perguntas e da introspecção que só esse momento do dia trás; mais um vício. Estava chegando perto de casa, e sua única acompanhante era a lua: olhando de longe, e iluminando uma parte do caminho. Cidade amarela, quente, carregada. Sinapses desvirtuadas, coração pesado: cansados. João chega perto de uma delas, procurando saber o resultado de sua aposta. E apesar do sexo gostoso: mina chata pra caralho! Se esconde atrás da sua falsa felicidade, não consegue parar de achar meios diferentes e toscos pra sustentar seu ego inflamado. A linha da vida(e da dialética) é tão tênue que João quase confundiu uma mulher que salvaria seu coração pra sempre, com uma mulher que nao se consegue ficar dois minutos ao lado. Menos uma? Mais um dia.
E mais um dia, pro João, significa mais uma noite.
Depois de incontáveis copos de cevada, com mil pessoas diferentes, e algumas daquelas que se superaram ao mostrar o caminho, ele se perde. A cidade está mais vazia do que nunca, deve ser umas 4 da manhã, e ele vai indo embora, perdido. Nem ao menos consegue se lembrar o caminho de casa e acaba passando por becos e praças escuras e perigosas. João gosta da madrugada, entretanto tem medo de escuro, outro antagonismo forte. E de tão cansado e entorpecido(pelos entorpecentes, amplificadores e corações), ele dorme na calçada na madrugada fétida. Pesadelos, o escuro da rua acabou ficando tão hostil que João - se cagando de medo - teve que ir embora rastejando, meio de lado, caindo. Não tinha um cigarro, apesar da imensa vontade de fumar. Perambulando pela rua depois de andar em diversas direções erradas, João anda perto de sua casa, onde se lembra do tombo de bicicleta que ali tomou, do seu pequeno cachorro que fugiu quando ele deixou a porta aberta, do seu primeiro amor; aqueles beijos escondidos na rua de baixo, perto da escola.
Dorme João que cada dia silencioso é uma vitória.
Ao acordar, quanta ansiedade: uma dor estranha que vai desmoronando por dentro, até derrubar. E eis que um outro coração vem de longe pra ver João. Mas dessa vez, ela é mais doce e pituca do que qualquer adjetivo forte. Conversavam sobre o mundo, compartilhavam tudo o que podiam. Mesmo assim, João prefere dizer não, pois existem lugares onde ninguém pode chegar.
3 passos pra morte.
2 passos pra morte.
1 passo pra morte.
João morreu. Nunca ressuscitou.
Play: a atmosfera lunar (2011) - vazio
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
João VS 17 Marias
Levantou grande.
Diversos cigarros pela metade. Ânsia e rodoviária(de novo). Mais ao norte, João anda pela ruas montanhosas do centro, madrugada gelada com direito a névoa e lua cheia. As ruas gritavam lembranças, entorpecendo-o.
Saudades, suas putas. João tentava juntar os cacos do passado. Abriu a porta da sua casa: a sala ainda cheirava quente, vestígios de vida. Caiu ao descer as escadas e ficou por ali mesmo. Nem mesmo a chuva o acordou.
Foi trabalhar, e mais intensidade. Ele não aguentava mais a psicologia contraditória diária ao olhar pras ruas e suas instituições. Todos nós presos dentro de um imenso ego. Sedutor e artificial.
Mais rodoviárias.
Acendeu um cigarrilho, e se lembrava do seu grande amor perdido. Fechava os olhos pra lembrar do toque, do cheiro, do contexto, da perda.
- Jesus, Alá, Buda, Ghandi, Zeus, alguém, tira ela da minha mente - ele falava sozinho. Nunca vai conseguir.
Precisou pegar a guitarra pra se acalmar, e sintetizou. Só a música tem tamanho poder pra acalmar/excitar ao mesmo tempo, aleluia!
3 passos pro abismo.
2 passos pro abismo.
1 passo pro abismo.
João desmoronou. Levantou maior...
Play: Hierofante púrpura - não conte a ninguém ou mato você (adubado)
Diversos cigarros pela metade. Ânsia e rodoviária(de novo). Mais ao norte, João anda pela ruas montanhosas do centro, madrugada gelada com direito a névoa e lua cheia. As ruas gritavam lembranças, entorpecendo-o.
Saudades, suas putas. João tentava juntar os cacos do passado. Abriu a porta da sua casa: a sala ainda cheirava quente, vestígios de vida. Caiu ao descer as escadas e ficou por ali mesmo. Nem mesmo a chuva o acordou.
Foi trabalhar, e mais intensidade. Ele não aguentava mais a psicologia contraditória diária ao olhar pras ruas e suas instituições. Todos nós presos dentro de um imenso ego. Sedutor e artificial.
Mais rodoviárias.
Acendeu um cigarrilho, e se lembrava do seu grande amor perdido. Fechava os olhos pra lembrar do toque, do cheiro, do contexto, da perda.
- Jesus, Alá, Buda, Ghandi, Zeus, alguém, tira ela da minha mente - ele falava sozinho. Nunca vai conseguir.
Precisou pegar a guitarra pra se acalmar, e sintetizou. Só a música tem tamanho poder pra acalmar/excitar ao mesmo tempo, aleluia!
3 passos pro abismo.
2 passos pro abismo.
1 passo pro abismo.
João desmoronou. Levantou maior...
Play: Hierofante púrpura - não conte a ninguém ou mato você (adubado)
domingo, 19 de dezembro de 2010
A música tocava baixo, e o sol começava a ficar forte quando ele abriu os olhos. Não se lembrava direito como havia chegado ali. Gastura e gozo, doce-lar: jaboticabeira. Pitucolândia: todo mundo ali. Jogados ao relento, resquícios de uma vontade incomum, e verdadeira.
Toca o telefone, e ela o chama com receio, e ele caminha com receio. Quando deitados na cama - colchão no chão - pós-possuídos, olhavam o teto distante e sonhavam ainda mais distante, tão pertos.
Estrada, amores, estrada, cidades: O tempo nunca parou.
Play: Sonic Youth (2004 - nurse) - (1)Pattern Recognition
Toca o telefone, e ela o chama com receio, e ele caminha com receio. Quando deitados na cama - colchão no chão - pós-possuídos, olhavam o teto distante e sonhavam ainda mais distante, tão pertos.
Estrada, amores, estrada, cidades: O tempo nunca parou.
Play: Sonic Youth (2004 - nurse) - (1)Pattern Recognition
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Insônia, mil vozes gritando na minha cabeça me mandando parar. As paredes já estão descascando, tão úmidas e tudo rabiscado. Não paro de tossir, não paro de sangrar; totalmente pôdre pelas escolhas. Do lado da cama só umas camisinhas cheias de resquícios(não só de tesão) e uma aberta, sem usar. Discos riscados pelo chão, ao lado da minha guitarra sem uma corda que eu estourei ontem.
Eu não quero mais me lembrar de nada, por favor, me deixa dormir.
O ventilador tá falhando, mas entra vento e luz por debaixo da porta, e o dia: amanhecendo.
Um metro quadrado pra conquistar o mundo; é meu.
Não existem janelas! Não existem janelas! Não existem janelas!
Eu inventei uma.
Play: madeleine k - lancaster
Eu não quero mais me lembrar de nada, por favor, me deixa dormir.
O ventilador tá falhando, mas entra vento e luz por debaixo da porta, e o dia: amanhecendo.
Um metro quadrado pra conquistar o mundo; é meu.
Não existem janelas! Não existem janelas! Não existem janelas!
Eu inventei uma.
Play: madeleine k - lancaster
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Nem me lembro mais de como era o tempo naquela época. Contava o tempo sempre na última coisa que pensava antes de dormir(e era sempre a mesma lembrança). E eu amava o asfalto quente e tanto Quilômetros pra me gritar nomes. Garoto recheado de napalm que procurava isqueiro; encontrou. E agora não consegue mais largar.
Fuder dentro daquilo que pensamos é tão fácil, prefiro me desencontrar. Não amo seu Deus, não quero seu emprego, não quero sua façanha, não quero teu poder, não quero sua fantasia, que faz sua alma esvair. Eu gosto de corações.
Play: iansã - violência gratuita
Fuder dentro daquilo que pensamos é tão fácil, prefiro me desencontrar. Não amo seu Deus, não quero seu emprego, não quero sua façanha, não quero teu poder, não quero sua fantasia, que faz sua alma esvair. Eu gosto de corações.
Play: iansã - violência gratuita
terça-feira, 13 de julho de 2010
A noite é um amplificador de sentimentos. A rua também: ver e imaginar os significados das coisas, o engraçado é que na maioria das vezes esses significados parecem bizarros. Sempre no acaso da madrugada, e na mala levando um pouco de 'amor às putas' somada a sobrevida que poucos olhos enxergam. Tem tanta percepção jogada no ar, tanta coisa pedindo um sopro de vida, é só olhar, só aumentar a percepção:
O Jesá passou do meu lado e me perguntou se eu tinha isqueiro, Jimmy Page me ensinava a tocar 'no quarter', meu professor de História disse um palavrão na missa, meu amor me amou 2 vezes(...).
Play: Omar Rodriguez Lopez & John Frusciante - zero
O Jesá passou do meu lado e me perguntou se eu tinha isqueiro, Jimmy Page me ensinava a tocar 'no quarter', meu professor de História disse um palavrão na missa, meu amor me amou 2 vezes(...).
Play: Omar Rodriguez Lopez & John Frusciante - zero
domingo, 17 de janeiro de 2010
Sensação de pertencimento. A minha já estava dividida pelos rumos que foram tomados por escolher dizer 'sim' pra vida. Todavia dizer 'sim' pra vida implica em váários outros sentimentos, e a saudades talvez seja o que mais machuque. E na medida do possível, essas saudades estavam sendo matadas pelos dias(que na verdade são mais madrugadas), em minha cidade natal.
Quanta coisa acontecendo. Sem se separar dos gritos em formas de música que conseguem fazer aqueles com coração efervescente, borbulharem como o maior vulcão do mundo.
E quando a erupção do coração vem chegando, agente deseja mais, e mais. Cheguei ao meu limite, quando olhei pro lado só haviam alguns, e era mais uma vez o dia amanhecendo e chuviscando bem frio. Decidi ir embora, fui contando os passos. Meu olho nem conseguia mais ficar aberto e quase dormi no portão do cemitério - cheguei a deitar ali do lado de fora, a chuva fria me acordou, fui pra casa.
Dormi bem pouco, acordei vomitando as escolhas da noite anterior. E o dia foi passando, passando bem lentamente. E todo mundo passava pela minha cabeça.
Quando me lembrei do meu nome, a situação era a mesma: vontade de coisas que não se sabe o que é. Fui suprido pelo beijo(outro) que eu tinha vontade de dar desde meus 13 anos, e eu não sei definir que gosto tinha. De novo quanta vida ali na noite, perdidos, todos perdidos - mas procurando. Fui pra casa, de novo a pé, o mesmo caminho, apenas um dia de diferença. E eu já não me sentia a mesma pessoa. Na noite anterior, no portão do mesmo cemitério, eu tinha quase dormido, e agora eu vomitava forte. Não vomitava apenas pelo estômago, mas vomitava sonhos, ruas, choros, gozos, nomes, e sensações. Eu não sei quem sou. (metamorfose ambulante)
Play: INI (2010) A Caixa do macaco - CRU
Quanta coisa acontecendo. Sem se separar dos gritos em formas de música que conseguem fazer aqueles com coração efervescente, borbulharem como o maior vulcão do mundo.
E quando a erupção do coração vem chegando, agente deseja mais, e mais. Cheguei ao meu limite, quando olhei pro lado só haviam alguns, e era mais uma vez o dia amanhecendo e chuviscando bem frio. Decidi ir embora, fui contando os passos. Meu olho nem conseguia mais ficar aberto e quase dormi no portão do cemitério - cheguei a deitar ali do lado de fora, a chuva fria me acordou, fui pra casa.
Dormi bem pouco, acordei vomitando as escolhas da noite anterior. E o dia foi passando, passando bem lentamente. E todo mundo passava pela minha cabeça.
Quando me lembrei do meu nome, a situação era a mesma: vontade de coisas que não se sabe o que é. Fui suprido pelo beijo(outro) que eu tinha vontade de dar desde meus 13 anos, e eu não sei definir que gosto tinha. De novo quanta vida ali na noite, perdidos, todos perdidos - mas procurando. Fui pra casa, de novo a pé, o mesmo caminho, apenas um dia de diferença. E eu já não me sentia a mesma pessoa. Na noite anterior, no portão do mesmo cemitério, eu tinha quase dormido, e agora eu vomitava forte. Não vomitava apenas pelo estômago, mas vomitava sonhos, ruas, choros, gozos, nomes, e sensações. Eu não sei quem sou. (metamorfose ambulante)
Play: INI (2010) A Caixa do macaco - CRU
sábado, 9 de janeiro de 2010
Entre quadro paredes só é bom pro sexo, e pra adquirir conhecimento que já foi dito. Desde moleque eu gosto de sair, ver o mundo do lado de fora. Nem que seja pra dar uma volta de 30 mins pela cidade. Hoje quando fechei a porta de uma das minhas casas - já meio tarde - pra sair, eu não sei explicar porquê, mas só conseguia chorar. Não conseguia sintetizar aquilo que sentia, nem enteder, mas a náicetrip tinha tomado um fatality, o mundo parecia mais sujo do que sempre pareceu. O ar que eu to respirando tá azedo, meu suor é amargo, meu coração ferve como aquele céu um dia vivido de cores de sonhos. Cada passo que eu dava, tirava um ponto das feridas que eu achei que estavam fechadas. Que dia é hoje, meu amor? Que vômito é esse? Pode me comer, eu gosto de sujeira, gosto de vida baixa. Mas continuo com a sensação de que não consigo ficar dentro de mim mesmo. Não achava as janelas, nem aquelas portas que sempre brilham quando sento e fico quieto. Tentei voltar, olhei pra trás e meus olhos farejavam batimentos surdos de uma fala inexistente.
Minha pituca, a vida real só existe porque um dia sonhamos (vida real só existe porquê um dia sonhamos). E meu amor é pelo gozo.
Play: riff6baixonoadobeadution
Minha pituca, a vida real só existe porque um dia sonhamos (vida real só existe porquê um dia sonhamos). E meu amor é pelo gozo.
Play: riff6baixonoadobeadution
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Todas as pessoas do mundo olham pra trás. É inerente de um humano o ato de pensar no que aconteceu. Seja com qualquer coisa: lembrar do dia que brigou com a mãe, do dia que brigou com jesus pra abrir mais os olhos, do dia que traiu a namorada, da decadência do império carolíngio e consequente aumento das relações de vassalagem que deram origem ao feudalismo, da morte do cachorro, etc.
Aconteceu. Acontece. Então...
Me deparei com o vídeo do show do The Who (em 1970, no festival da ilha de wight - Inglaterra, mais conhecido como o woodstock britânico). Eu não estava la, mas consigo - creio eu - sentir bem forte algo que eles queriam dizer. Falavam sobre tudo: coração, mundo, ego, Deus, e gritavam pra tentar abrir os olhos das pessoas. (gritavam pra tentar abrir os olhos das pessoas)
Além deles muitos já gritaram. Mas parece que mesmo assim a maioria dos olhos continua fechado.
Não basta perceber, portanto, precisamos gritar ainda mais alto!
Play: The Who - Ilha de wight
Aconteceu. Acontece. Então...
Me deparei com o vídeo do show do The Who (em 1970, no festival da ilha de wight - Inglaterra, mais conhecido como o woodstock britânico). Eu não estava la, mas consigo - creio eu - sentir bem forte algo que eles queriam dizer. Falavam sobre tudo: coração, mundo, ego, Deus, e gritavam pra tentar abrir os olhos das pessoas. (gritavam pra tentar abrir os olhos das pessoas)
Além deles muitos já gritaram. Mas parece que mesmo assim a maioria dos olhos continua fechado.
Não basta perceber, portanto, precisamos gritar ainda mais alto!
Play: The Who - Ilha de wight
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
(...) Nem sei por onde começar, me perdi no meio de tanta vida ali no napalm. Se queima, o fogo é a hora vivida, as cinzas são o produto, como se fossem as lembranças, e algumas tão boas que até se perdem no meio de tantas. Ainda bem, todos como nós fariam essa escolha de novo.
Mais um raciocínio lógico: se eu vivi, então dei passos (pelo menos pros positivistas-haha). São esses passos que formam o que somos agora. E quero que minhas sinapses funcionem bem pra eu poder re-viver tudo de novo.
Acho que eu tinha parado pra olhar pra uma pituquinha, quando vi outra. Queimou sem dizer nada de novo, mas eu vou deixar passar que naquele segundo, eu estava andando pra outro foco irracional. Consegui, perdeu a graça - fui embora. A hora de ir embora é sempre boa. Pelo menos, toda vez que eu vou embora de qualquer lugar, passa um curta-metragem de lembranças, e como é gostoso. Eu tava nessas, e andando pelo único lugar mais perto da linha do equador que eu ja vivi, o lugar que eu vivi mais vezes, mais noites e até dias. Só que o curta metragem dessa hora foi tão excepcional que eu me sentei de frente pra Igreja, ao lado da estátua do Jésa, pra eu continuar assistindo. Então, já perto da caixa que nessa hora significa durmir, encontro mais um desses que estão de fora do orgasmo-diário-coletivo-comum. 'Vai até a saída da cidade, vira a direta, e depois agente decide o resto' - e justamente por talvez não parecer ter sentido, é que todos entenderam e seguimos. Paramos só no meio do planalto antes da serra, sem nenhuma luz primária. Depois, vimos uma miragem: um bar no meio do nada. O problema é que todos estavamos sem condições financeiras, conseguimos juntar apenas umas moedas; pegamos uma pinga pra beber pura.
Essas noites e dias sem sentido e com todo sentido ao mesmo tempo se repetiram. Entre essas repetições, meu peito queria sair pra fora do corpo, todas as vezes que eu imaginava o que estava fazendo com elas. E também ficava mudo.
A caixa de fósforo e mais um pouco do que vale a pena, a atmosfera lunar que representa simplesmente uma outra percepção, somada a alguns gritos.
Estrada, e longa metragem. Lugares novos, e lugares velhos.
Eu estou aqui.
Não existe passado somente quando se fecha os olhos.
Não existe passado somente quando se fecha os olhos.
Não existe passado somente quando se fecha os olhos.
Play: A atmosfera lunar - estragos que eu fiz em campo de batalha
Mais um raciocínio lógico: se eu vivi, então dei passos (pelo menos pros positivistas-haha). São esses passos que formam o que somos agora. E quero que minhas sinapses funcionem bem pra eu poder re-viver tudo de novo.
Acho que eu tinha parado pra olhar pra uma pituquinha, quando vi outra. Queimou sem dizer nada de novo, mas eu vou deixar passar que naquele segundo, eu estava andando pra outro foco irracional. Consegui, perdeu a graça - fui embora. A hora de ir embora é sempre boa. Pelo menos, toda vez que eu vou embora de qualquer lugar, passa um curta-metragem de lembranças, e como é gostoso. Eu tava nessas, e andando pelo único lugar mais perto da linha do equador que eu ja vivi, o lugar que eu vivi mais vezes, mais noites e até dias. Só que o curta metragem dessa hora foi tão excepcional que eu me sentei de frente pra Igreja, ao lado da estátua do Jésa, pra eu continuar assistindo. Então, já perto da caixa que nessa hora significa durmir, encontro mais um desses que estão de fora do orgasmo-diário-coletivo-comum. 'Vai até a saída da cidade, vira a direta, e depois agente decide o resto' - e justamente por talvez não parecer ter sentido, é que todos entenderam e seguimos. Paramos só no meio do planalto antes da serra, sem nenhuma luz primária. Depois, vimos uma miragem: um bar no meio do nada. O problema é que todos estavamos sem condições financeiras, conseguimos juntar apenas umas moedas; pegamos uma pinga pra beber pura.
Essas noites e dias sem sentido e com todo sentido ao mesmo tempo se repetiram. Entre essas repetições, meu peito queria sair pra fora do corpo, todas as vezes que eu imaginava o que estava fazendo com elas. E também ficava mudo.
A caixa de fósforo e mais um pouco do que vale a pena, a atmosfera lunar que representa simplesmente uma outra percepção, somada a alguns gritos.
Estrada, e longa metragem. Lugares novos, e lugares velhos.
Eu estou aqui.
Não existe passado somente quando se fecha os olhos.
Não existe passado somente quando se fecha os olhos.
Não existe passado somente quando se fecha os olhos.
Play: A atmosfera lunar - estragos que eu fiz em campo de batalha
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
São tantas as 'coisas' que saem da cabeça que da até medo. E nesses ultimos tempos. Que vida é essa? que mundo é esse? Como eu me sinto deslocado, e numa náice. Sempre na absorçaõ sentiva, e ma ânsia. Chega a ser engraçado. Fui pra zona rual. Parecia aqueles filmes americanos quando os amigos jovens vão em algum lugar e tudo fica tenbroso. Haha. PArecia que tinhamos voltado pra idade média. Sem nehuma luz, só nos, o violão, flauta, e a lua. Cara, como a lua ilumina. Na cidade agente não percebe, como ela ilumina a noite que permia, é bem doido. Pareciamos desbravadores. Preocupados com o mundo. E desbravamos também nossas mentes, pra reforçar a idéia de que estamos aqui pra tentar ajudas as pessoas a enxergarem que o mundo é muito, muito grande. E que esse mundo grande, não é - necessariamente - o distante. Bem do nosso lado tem mundo distante. E que saboroso que é. No outro dia a cachoeira, os metros, a hora de pular, o medo, grande medo. E natureza, que pico doido! Meio do mundo. há. Durmi muito, acordei com medo do mundo, fui ler sobre ele. Sonhei acordado, fui na instituição, aprendi, guardei. Fui pro resultado da vontade das pessoas de dizerem algumas coisas: festa.Nenhum realzinho, segundo uma das que brilham se lembrou. Pessoas, engraçado, náice trip, coração batendo forte. Uma delas, que conheci noite passada, me colocou no seu paint ao me dizer algumas bobagens, sem um toque meu. Bonito e quanta coisa na cabeça pra pensar ao encostar. Ela foi pra lá. Ah, quando uma delas me olhou nos olhos e quis dizer meu nome, gritando pra mim. Me fez abaixar a cara e não olhar no olho, que lindo teste. Um quase beijo e a palavra que me dizia ao sair, me olhando. Bombeando o lado esquerdo.Também ali algumas lembranças que ja se foram em poucos dias. E também os olhares. Dois em especial, o que já aocnteceu, e do que vai acontecer, e que belíssimas cleopatras do século XXI. Fui embora, mas antes de chegar em casa, um pitstop da relezpublica alheia e meio desconhecida. Risadas, e já são 6 hrs da manhã. Quero ir pra casa, descansar.No caominho aquelas pessoas que eu era. E que sou. Bem vestidas pra mais um dia, tristes na fila do banco, felizes dentro do ônibus, o adoslescente com a camiseta do nirvana e fone de ouvido, uma pituquinha, haha. Caixa: liguei o computador pra poder colocar uma musica de triulha sonora pra minha larica. Abri as fotos , fui vendo, e lembrando. Quase que o sangue da parte esquerda do peito estoura. Que saudade. Quantas palavras não ditas, e ditas. Quantas historiografias ela fez. Miojo com água. Tentei durmir, tava calor, eu ja de cueca. Abri a janela e dei um grito, pulei a janela, parecia um maluco, tentei perguntar pras pessoas na rua a racionalidade deles acorados ali, e eu também. Até que deu certo. haha. Voltei pra casa. Depois de pular a janela fexhei já pra tnetar durmir. Ia bater uma punheta, lembrei de tudo, e viajei durmindo. Acordei com a voz do futuro bem embassado por detras do olhar predileto. Mas eu esqueci o nome de todos.
Play: Nirvana - School
Play: Nirvana - School
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Caralho!, acordei de novo: quem sou eu? Já era madrugada, olhei por todos os lados pra tentar enteder pelo menos alguma coisa que se passasse. De verdade, ali estavão todos os pitucos da nova geração, que reanimaram o fogo quase nulo que estava sendo perdido. Antes de mais nada 'o eu e o outro', ali, juntos naquele espaço por qualquer que seja o motivo, mesmo que implicito naqueles olhos forçados pra ficar aberto. Da música era só o rick bonnadio, mas me lembrei que estava ali por outro motivo. Lembrei que queria lembrar pra esquecer de novo, e ser a tal da metamorfose ainda mais forte que dos dois segundos. Observei, mas não me esquecendo que era parte do todo, e que lindo todo. Que TAZ. A sensibilidade me fez ver o que achei que tinha sumido. As pessoas me deram argumentos, choros e vida daquele vestido vermelho, do vestido preto, do olhar que chorou por mim, do 'oi' que eu virei as costas, de todas, meu coração. Alguns dos estranhos ali, na porta do que se tinha passado, bebendo, fumando e pedindo um pouco mais de vida no resto de noite. Risadas, risadas, e que bonito. Eu nem sabia o nome dela pra lhe dar um beijo e rir bem forte. Andamos pelas ruas, atrás do aconchego das casas, da larica, e do colchão. Passei por um caminho difenrete, e pelas casas que eu já destrui as camas com a mentira, e tinha até esquecido. Guardei aquele brinco que ganhei quando ela me disse: eu te amo. A mão de plástico de Deus que aparecerá as 7 manhã é amarga como a agonia de quando se tem pele e osso e não as palavras.
Nessa parte ficou um silêncio quando passou um jornaleiro que já ia trabalhar, quando ali na janela, o pai de familia já acordava pra mais dia alí: pregando as peças do grande jogo.
Entedi que alguns gritam sem ter nada pra dizer. Gritam pra si mesmos. Valorizei o silêncio quando bem geladas, elas quiseram ouvir minha palavra; palavra cega.
Que se fodam os pedaços, eu não sei dividir, apesar de tudo que parece ser. Ainda bem que mesmo na maior náice trip de todos os tempos, eu ainda quero mais, muito mais. Claro que não os respingos, afinal: assim eu nunca vivi. Hoje eu gozei, e quis te abraçar, mesmo sem saber quem era você. Criei seu nome. É só olhar pro que deseja, e veja seu pequeno império, tão cego.
E eu? nunca fui quem você achou que conhecia. E também não sei qual música por agora.
Play - ( )
Nessa parte ficou um silêncio quando passou um jornaleiro que já ia trabalhar, quando ali na janela, o pai de familia já acordava pra mais dia alí: pregando as peças do grande jogo.
Entedi que alguns gritam sem ter nada pra dizer. Gritam pra si mesmos. Valorizei o silêncio quando bem geladas, elas quiseram ouvir minha palavra; palavra cega.
Que se fodam os pedaços, eu não sei dividir, apesar de tudo que parece ser. Ainda bem que mesmo na maior náice trip de todos os tempos, eu ainda quero mais, muito mais. Claro que não os respingos, afinal: assim eu nunca vivi. Hoje eu gozei, e quis te abraçar, mesmo sem saber quem era você. Criei seu nome. É só olhar pro que deseja, e veja seu pequeno império, tão cego.
E eu? nunca fui quem você achou que conhecia. E também não sei qual música por agora.
Play - ( )
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Cidade quente durante o dia, chove a noite;afinal. E nessa noite tava forte, aquelas praças já 'peçonhentas' ficaram ainda mais tenobrosas com a neblina e a chuva - parecia um filme mesmo.
Consegui chegar em casa, com os anseios, lembranças, náice(s) trip, medos, e a mente meio racionada;afinal.
Tropecei na hora de subir os pequenos degrais da frente da porta, tava sem luz. Entrei, ascendi a luz, sentei ali mesmo na cozinha, olhei pela janela entreaberta da cozinha, pois tava ali chovendo na louça. Fechei o olho, sonhei que ao abrir estaria junto com os vestígios do meu coração, mas depois eu queria voltar pra ca.
Quando abri os olhos, eu era o mesmo. Engraçado foi olhar bem de frente pela porta da sala, assim de isgueio, e ver a cadeira,só ela, vazia. E então: náice trip.
'Talvez o mundo não seja pequeno'.
Plaaaaaay: manic street preachers - my little empire (1998)
Consegui chegar em casa, com os anseios, lembranças, náice(s) trip, medos, e a mente meio racionada;afinal.
Tropecei na hora de subir os pequenos degrais da frente da porta, tava sem luz. Entrei, ascendi a luz, sentei ali mesmo na cozinha, olhei pela janela entreaberta da cozinha, pois tava ali chovendo na louça. Fechei o olho, sonhei que ao abrir estaria junto com os vestígios do meu coração, mas depois eu queria voltar pra ca.
Quando abri os olhos, eu era o mesmo. Engraçado foi olhar bem de frente pela porta da sala, assim de isgueio, e ver a cadeira,só ela, vazia. E então: náice trip.
'Talvez o mundo não seja pequeno'.
Plaaaaaay: manic street preachers - my little empire (1998)
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
E quando eu olho o mundo assim de tão longe, tenho a impressão de enxergar todas as músicas que soaram quando eu não fiquei em silêncio.
Já faz um tempo que eu consigo ganhar tudo aquilo que um dia, eu optei por perder
E por favor, não se esqueça: depois de gozar, me (re)lembre seu nome!
Play: And So I Watch you from Afar - Set guitars to kill
Já faz um tempo que eu consigo ganhar tudo aquilo que um dia, eu optei por perder
E por favor, não se esqueça: depois de gozar, me (re)lembre seu nome!
Play: And So I Watch you from Afar - Set guitars to kill
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Hoje eu sei como desfrutar de uma música em partes, sem aquela guitarra que vai dar a sustância nos momentos que outros vão solar. Ontem eu não sabia tantas macetes desse jogo, ontem eu não sabia dizer nem teu nome, ontem eu era como aquela antena no alto do morro, ontem eu não sabia sobre Immanuel Wallerstein, ontem eu era um gigôlo, ontem eu não chorava, ontem eu morri, ontem eu vi você, ontem cantei 'aaa' na música do meu 1º idolo real;ontem e hoje: eu tenho vontade de gritar. Essência. Espírito.
Ainda bem que eu sempre sou encontrado por essas tempestades em plenas consciência, e que a minha cama pode sorrir pelos corações cheios de armadura desfeitos, molhados.
Definitivamente: eu não durmo e acordo, eu morro e nasço.
Ah, e depois de se sujar: me diga seu nome!
Play: TCTC - 2007 , Make this your own(all)
Ainda bem que eu sempre sou encontrado por essas tempestades em plenas consciência, e que a minha cama pode sorrir pelos corações cheios de armadura desfeitos, molhados.
Definitivamente: eu não durmo e acordo, eu morro e nasço.
Ah, e depois de se sujar: me diga seu nome!
Play: TCTC - 2007 , Make this your own(all)
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Faz tempo que não escrevo nada sob o estado que estou agora: o que a maioria das pessoas considerariam normal. Ainda bem, só pra ter mais uma certeza do que acontece(me disseram esses dias sobre essa minha vontade de certeza, sempre).
É engraçado quando suposições e coisas imaginadas anteriormente se tornam reais. Afinal, antes de qualquer coisas, nós somos 'encontros e desencontros, o eu e o outro(s)'. E o que marca é quando um desses encontros - ou a falta deles - nos marca, nos prega, nos faz pensar ainda mais.
Sim, pessoas. É um desafiador 'como o mundo é grande'. E como cada pequena rua, de cada pequena cidade, que fica com cada pequeno pedaço do meu peito cheio de retalhos, com cada pequeno pensamento. Afinal, são esses últimos que nos consomem, e que nos fazem procurar algo.
Se então, as pessoas são aquilo que elas procuram ser, bingo!
Play: Blonde Redhead - misery is as butterfly - misery is as butterfly
É engraçado quando suposições e coisas imaginadas anteriormente se tornam reais. Afinal, antes de qualquer coisas, nós somos 'encontros e desencontros, o eu e o outro(s)'. E o que marca é quando um desses encontros - ou a falta deles - nos marca, nos prega, nos faz pensar ainda mais.
Sim, pessoas. É um desafiador 'como o mundo é grande'. E como cada pequena rua, de cada pequena cidade, que fica com cada pequeno pedaço do meu peito cheio de retalhos, com cada pequeno pensamento. Afinal, são esses últimos que nos consomem, e que nos fazem procurar algo.
Se então, as pessoas são aquilo que elas procuram ser, bingo!
Play: Blonde Redhead - misery is as butterfly - misery is as butterfly
sábado, 26 de setembro de 2009
'(...) Na cozinha, a pia está com todas as louças imundas como se fossem vestígios da fuga da realidade quando chego todos os dias as 6 da manhã em casa, e a janela aberta parece que ela sempre brilha quando olho pra ela - toda vez. No banheiro, o chuveiro queimou faz umas semanas já, e todo dia vem aquele banho gelado sussurando na minha orelha o que de verdade eu to fazendo aqui?
Xerox de textos, filmes, CDs, o sofa cama, eu - e o mundo. Parece aquela foto velha, que parece aquele quadro eu pintei meses atrás depois de gritar por mim mesmo, e por vocês.'
Play - Radiohead - just
Xerox de textos, filmes, CDs, o sofa cama, eu - e o mundo. Parece aquela foto velha, que parece aquele quadro eu pintei meses atrás depois de gritar por mim mesmo, e por vocês.'
Play - Radiohead - just
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
Acordei, ressaca, pés tortos no chão, roupa, bateria, carregar, carro, eeeeeeeeeeessssssssssstrrraaaaaaada, angústia, lembrança, sujeira, durmi, acordei, quem quer mais?, bateria x2, história, sol, calçada, sarjeta, mulher, vezes 2, gozei, durmi, acordei, gozei, durmi, acordei, e eu era o mesmo.
Play: ansiedade
Play: ansiedade
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